Uma cidade egípcia de aproximadamente 3 mil anos, ligada ao reinado do faraó Amenófis III, foi descoberta soterrada perto de Luxor
Uma cidade egípcia de aproximadamente 3 mil anos, ligada ao reinado do faraó Amenófis III, foi descoberta soterrada perto de Luxor, revelando casas, oficinas e objetos cotidianos em notável estado de conservação.
O que torna essa cidade antiga egípcia uma descoberta relevante
A nova cidade antiga egípcia é considerada uma das descobertas arqueológicas mais importantes das últimas décadas no Egito, pela quantidade e preservação dos vestígios.
Diferente de tumbas e templos, o sítio mostra diretamente o cotidiano da população que vivia próxima ao centro do poder faraônico.
Foram encontrados tijolos de barro com selos de Amenófis III, cerâmicas decoradas, joias, amuletos de escaravelho e ferramentas de trabalho.
Esses elementos ajudam a entender práticas alimentares, ofícios, organização dos bairros e as transições políticas que antecederam as reformas religiosas de Akhenaton.
Como era organizada a cidade antiga do Egito perto de Luxor
As escavações indicam uma divisão clara entre área residencial, setor administrativo e complexo produtivo, com padarias e oficinas.
Ruas estreitas delimitadas por paredes de tijolos de barro sugerem planejamento urbano voltado ao fluxo de pessoas, bens e controle estatal.
Uma grande padaria com fornos, áreas de armazenamento e utensílios mostra produção em escala para abastecer moradores e trabalhadores.
As casas, com vários cômodos e objetos pessoais, revelam diferenças de status social e a presença de um sistema administrativo que geria trabalho, alimentos e tributos.
Por que a cidade antiga do Egito é comparada à tumba de Tutancâmon
A descoberta vem sendo comparada à tumba de Tutancâmon, revelada em 1922, pela integridade dos achados e pela riqueza de contexto histórico.
Enquanto o túmulo do jovem faraó mostra o universo funerário da realeza, a cidade expõe a engrenagem do dia a dia que sustentava o poder em Tebas.
Os pesquisadores destacam alguns pontos que explicam essa comparação:
Conservação excepcional: paredes quase completas e ambientes com objetos em posição original.
Variedade de artefatos: materiais ligados à economia, religião e relações sociais.
Contexto político: ligação direta aos reinados de Amenófis III, Aí e Tutancâmon.
Cidade submersa de 3 mil anos é encontrada intacta no Egito – Créditos: depositphotos.com / tepic
O que os achados revelam sobre a vida no Egito há 3 mil anos
Os artefatos permitem reconstituir aspectos econômicos, sociais e religiosos do período de maior prosperidade do império.
Oficinas e padarias indicam produção organizada, possivelmente voltada a moradores, trabalhadores e templos da região de Tebas.
A diversidade de casas e objetos aponta para camadas sociais distintas, com alguns lares possuindo cerâmica refinada e adereços.
Amuletos, pequenas estatuetas e inscrições revelam práticas de proteção espiritual e culto a várias divindades, além de técnicas de construção e decoração típicas da época.
Quais são os próximos passos das pesquisas nessa cidade antiga do Egito
As escavações continuam e devem se estender por anos, com a expectativa de localizar novos bairros, áreas de culto e possíveis sepultamentos dos moradores.
O trabalho envolve mapeamento detalhado das estruturas e análises laboratoriais de restos de alimentos, pigmentos e metais.
Entre as próximas etapas estão a ampliação da área escavada, a datação precisa das fases de ocupação e a comparação com outros sítios de Luxor e do Vale dos Reis.
Também será necessário planejar a preservação das estruturas expostas para estudo contínuo e potencial visitação pública.
Os homens muçulmanos, assim como as mulheres, também têm vestimenta própria. Embora pareça uma longa peça única de tecido branco, o traje é muito mais do que isso e possui história e significados muito ricos. Quando estive em Dubai, conversei com uma pessoa que me explicou os detalhes. Os homens não devem usar objetos de ouro ou seda. Os turbantes e túnicas usados hoje nos países árabes são quase idênticos às vestes das tribos de beduínos que viviam na região no século VI. “É uma roupa que suporta os dias quentes e as noites frias do deserto”, afirma o xeque Jihad Hassan Hammadeh, um dos líderes islâmicos no Brasil. A partir do século VII, a expansão do islamismo difundiu esse vestuário pela Ásia e pela África, fixando algumas regras. A religião não permite que os fiéis mostrem em público as “partes íntimas” – para os homens, a região entre o umbigo e o joelho; e, para as mulheres, o corpo inteiro, exceto o rosto e as mãos. Por esse motivo, as vestes não podem ter nenhuma tran...

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